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30/10/2015
Manejo adequado na imunização do rebanho otimiza perdas financeiras


A segunda etapa da Campanha de Vacinação contra a Febre Aftosa começa em novembro na maior parte dos estados do país. A vacinação de bovinos e búfalos contra febre aftosa é obrigatória em todo território nacional, exceto em Santa Catarina, reconhecido como zona livre de febre aftosa sem vacinação.  E, para que a imunização seja bem sucedida é necessário planejamento prévio para que se otimize o tempo dedicado ao manejo, melhore o aproveitamento das vacinas, em consequência, evite as perdas financeiras.

 “A vacinação é um manejo aversivo e ainda encarada de forma negativa, por isso, devemos fazer de maneira racional e com toda certeza de que trará ganhos diretos, diminuição na perda de doses, número menor de agulhas tortas, redução de abscessos, menor índice de acidente de trabalho e com os animais, além da eficácia da imunização”, enfatiza Carla Ferrarini, zootecnista e coordenadora de marketing da Beckhauser, fabricante de balanças e troncos de contenção.

Prezando sempre pelo bem-estar animal, segurança e aplicando os conceitos de manejo racional é possível obter benefícios econômicos diretos, danificar menos equipamentos, correr menores riscos de acidente no trabalho e melhorar a rotina das atividades da fazenda. Para isso, a orientação da zootecnista é que a vacinação seja feita de forma individual, sempre no tronco de contenção.  “Quando vacinamos o animal individualmente, no tronco de contenção e não no tronco coletivo, deixamos o manejo mais rápido, fácil e com menor estresse para o homem e para o animal. Na contenção adequada, conseguimos reduzir as probabilidades dos animais subirem uns nos outros, deitarem, pularem e ainda temos a certeza que imunizamos de maneira correta, sem subdoses ou superdoses”, ressalta.

Diferente do que se pensa, o manejo de vacinação no tronco de contenção leva o mesmo tempo que no brete coletivo, além de ser mais eficiente e barato. A conclusão é do ETCO (Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal), da Unesp/Jaboticabal. Segundo o estudo feito pelo ETCO, o tempo médio gasto para vacinação no tronco é menor que o gasto no brete (9,3 segundos contra 10,2 segundos por animal). No brete, as interrupções para socorrer acidentes, como levantar animais que caíram, acabam prolongando o tempo de trabalho.

Outra orientação é sempre deixar um profissional exclusivo que cuidará da vacinação. Ele será responsável pelos equipamentos usados no dia da vacinação, verificar instalações e ajustes, caso seja necessário, além de determinar o que cada membro da equipe fará no dia.

A condução dos animais até o curral deve sempre ser realizada com calma, sem correrias ou gritos. Pois, sob estresse, o bovino produz hormônios, como cortisol, que têm consequências fisiológicas que fazem com que o animal tenha menor probabilidade de reagir imunologicamente à vacina ou a um vermífugo.

Quando o pasto for distante do curral, os animais devem ser conduzidos na tarde anterior, deixando-os passar a noite no pasto próximo ao curral. O ideal é que o pasto tenha água, sombra e cocho para proporcionar pequenas quantidades de alimento que acostumem os animais a irem ao curral. “Use sempre um vaqueiro a frente do rebanho, usando um aboio para chamar os animais. Nunca utilize objetos pontiagudos, muito menos choque”, recomenda a zootecnista.

Bons resultados

O Brasil mantém os bons resultados na imunização contra a febre aftosa, na avaliação do Mapa. Na primeira etapa da campanha nacional de vacinação contra a doença, realizada no primeiro semestre deste ano, o índice de cobertura foi de 98,04%. Foram vacinados cerca de 164,7 milhões de bovinos e bubalinos, de um total previsto de 168 milhões de cabeças.

De acordo com o coordenador do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa, Plínio Leite Lopes, a vacinação deve ser realizada nos períodos e faixas etárias dos animais definidos conforme Calendário Nacional aprovado pelo Mapa. “A dose de vacina é de 5 ml por animal, independente da idade, deve ser aplicada na tábua do pescoço, por via intramuscular ou subcutânea. O produtor rural é responsável pela aquisição das vacinas, vacinação de seus animais e sua declaração ao serviço veterinário oficial de seu estado nos períodos estabelecidos”, orienta Lopes.

De acordo com o coordenador, as vacinas devem ser adquiridas em lojas veterinárias autorizadas nos períodos regulares de vacinação e em casos excepcionais, se o produtor precisar adquiri-la fora do período permitido, deverá solicitar autorização prévia do serviço veterinário oficial de seu estado.

Além disso, as vacinas devem ser conservadas no gelo, na temperatura de 2º a 8º C, desde sua aquisição até o momento da aplicação, “para preservar sua qualidade e produzir os efeitos protetores desejáveis e os equipamentos utilizados na vacinação devem ser limpos e apropriados, para evitar contaminações e reações indesejáveis no local de aplicação da vacina”, salienta ele.

Atenção à brucelose

Além da vacinação contra a febre aftosa, a campanha também abrange o combate à brucelose. Todas as fêmeas bovinas e bubalinas entre 3 e 8 meses de idade com amostra B19 devem ser vacinadas conforme o calendário de cada estado, dentro da campanha nacional, sendo que é proibida a vacinação de machos de qualquer idade.

“A vacinação deve ser realizada por médico veterinário cadastrado na Unidade Veterinária Local do serviço veterinário estadual, ou por vacinador devidamente treinado e supervisionado por esse médico veterinário”, explica Gabriela Bicca da Silveira, Chefe da Divisão de Brucelose e Tuberculose - DBT/CGCD do Departamento de Saúde Animal - DSA/SDA do Mapa.

Para aquisição da vacina, é obrigatória a apresentação de receita emitida por médico veterinário cadastrado ou por médico veterinário oficial. E a orientação sobre a refrigeração é a mesma que a vacina contra aftosa. “Deve ser mantida sob em temperatura entre 2ºC e 8ºC, e ao abrigo do sol, inclusive durante o processo de vacinação das bezerras. Ao ser reconstituída na forma líquida, a vacina deve ser imediatamente aplicada, não podendo ser utilizada posteriormente. Por ser uma vacina viva e patogênica para o homem, deve ser manuseada com cuidado, evitando-se a contaminação. Portanto, recomenda-se o uso de óculos e luvas de proteção. Após o uso, os frascos, as agulhas e seringas devem ser esterilizados e descartados adequadamente”, alerta.

Depois da vacinação do rebanho, o produtor deve declarar ao serviço veterinário oficial por meio de atestado, emitido pelo médico veterinário cadastrado como responsável pela vacinação e encaminhar à Unidade Veterinária Local do serviço veterinário estadual, onde a propriedade está cadastrada. A comprovação da vacinação de bezerras é obrigatória, no mínimo, uma vez por semestre.

O calendário completo e mais orientações sobre a Campanha de Vacinação podem ser obtidas pelo site: http://www.agricultura.gov.br/campanha-aftosa

Sobre a Beckhauser

Desde 1970, a Beckhauser alia manejo racional e produtivo, buscando oferecer ao pecuarista soluções inovadoras de contenção, manejo e controle que aprimorem a produtividade, agregando valor ao negócio com segurança para o homem e ao animal, tudo por meio de uma completa linha de troncos tradicionais e automatizados, além da linha de controle/pesagem eletrônica. Mais informações: beckhauser.com.br

Fonte: BeefWorld


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