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11/08/2010
Paraná vai manter vacinação contra febre aftosa


A próxima campanha deverá acontecer em novembro e todos os animais serão vacinados, em um total de 9,6 milhões de cabeças. A decisão foi submetida ao Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária (Conesa), composto por entidades do governo e da iniciativa privada, que aprovou a manutenção da campanha por pelo menos mais uma etapa.

Em março deste ano, o Paraná entregou ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento uma solicitação para suspender a vacinação contra a doença. O objetivo era suspender a imunização no segundo semestre. Porém, o Conesa avaliou que ainda existem desafios a serem atingidos em relação à segurança sanitária da pecuária paranaense.

O principal gargalo que convenceu os conselheiros foi a dificuldade que o governo do estado está enfrentando na contratação de profissionais. Para compor o quadro funcional capaz de manter a vigilância sanitária em alerta, em substituição às campanhas de vacinação, falta a contratação de 68 médicos veterinários, 297 técnicos agrícolas e 110 funcionários administrativos.

De acordo com o secretário da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Erikson Camargo Chandoha, o estado está impedido pela legislação eleitoral de realizar concursos públicos, pela proximidade das eleições. Portanto, estão sendo chamados os profissionais que fizeram o último concurso, realizado em 2006, o que dificulta as contratações. "Já foi feita uma segunda chamada para os aprovados e somente 8 médicos veterinários estão prontos a serem nomeados. Haverá ainda uma terceira chamada desse mesmo concurso até o final deste ano", afirma Chandoha.

Segundo o secretário, apesar da decisão em manter a campanha, a meta é a suspensão da vacinação no estado, mas sem estabelecer uma data definida para a iniciativa.

Para o diretor do Departamento de Fiscalização e Defesa Agropecuária (Defis), Marco Antonio Teixeira Pinto, o Conesa adotou a decisão em tempo hábil para que sejam adotadas as providências para a realização da campanha de vacinação contra febre aftosa em novembro. Segundo ele, em maio passado, o produtor foi alertado de que aquela campanha poderia ser a última. Assim, houve falta de vacinas, porque o comércio não fez o estoque necessário para atender a demanda. Essa foi uma das causas de a campanha ter atingido um resultado de imunização de 95,96% do rebanho.

FONTE: IEPEC


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