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07/12/2017
Confinamento de gado deve subir até 12% em 2018


O confinamento de bovinos em 2018 poderá crescer até 12%, para 3,8 milhões de cabeças, estimou ontem a Associação Nacional da Pecuária Intensiva (Assocon). Porém, o avanço depende do aumento da oferta de animais para reposição e do preparo dos pecuaristas para uma possível alta dos preços do milho.

Conforme o gerente executivo da Assocon, Bruno de Jesus Andrade, a expectativa é que o número de animais confinados atinja 3,4 milhões, o que representa uma estabilidade em relação a este ano, mas com possibilidade de chegar a 3,8 milhões de cabeças. Os dados se referem aos 1,4 mil associados.

O que vai determinar o direcionamento que a terminação a cocho irá tomar serão os preços dos dois principais insumos da atividade, o milho e os animais de reposição, que representam 75% do custo operacional total da atividade, bem como o preço do boi gordo no mercado futuro. "Nossa visão é mais otimista do que pessimista", afirma o dirigente da Assocon. "Esperamos exportações melhores no ano que vem, recuperação do consumo interno e também uma maior oferta de animais para a reposição", destaca.

Segundo Andrade, a única questão que pode pesar contra o crescimento da atividade é o preço do milho, que pode subir no primeiro semestre diante de uma perspectiva de menor produção. "Entretanto, se o pecuarista conseguir se organizar e comprar o grão agora, ele poderá ter um bom primeiro semestre", argumentou.

Andrade ainda não contabiliza nessa previsão uma eventual queda da produção de milho safrinha, que pode apresentar problemas devido ao atraso no plantio da soja de verão, causado pela falta de chuvas no período de plantio, especialmente em outubro. "Se isso se confirmar, de fato, vamos ter que rever os números", disse o gerente executivo.

Otimismo

Para o fechamento deste ano, a associação revisou ligeiramente para cima previsão feita anteriormente, e estimou um aumento de 5,5% em relação ao ano passado, para 3,3 milhões de cabeças. Conforme Andrade, a estimativa é resultado de preços firmes no segundo semestre, após um período de turbulência na pecuária. A projeção inicial da associação era de 4 milhões de animais confinados, alta de 25% na comparação com 2016.

Para o gerente de confinamento da DSM/Tortuga, Marcos Baruselli, a perspectiva feita pela empresa no começo deste ano de que 4,2 milhões de animais seriam confinados no Brasil se confirmou. "Acredito que até 2020 chegaremos a 5 milhões de animais, com um crescimento médio de 6% a 8% ao ano", afirmou.

Fonte: Portal do Agronegócio


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