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04/02/2019
Confinamento no MT atrai olhares de pecuaristas com premiação para engorda do “boi das águas”


Antes uma mera alternativa para engorda de bois durante a entressafra, época em que a disponibilidade de pasto diminui consideravelmente nas fazendas brasileiras, o confinamento está ganhando novas funções dentro e fora da porteira. Nesta quarta, dia 30, o Giro do Boi exibiu reportagem sobre o tema, destacando de que forma a engorda intensiva pode auxiliar produtores em sua gestão.

“O confinamento vem sendo, para nós, uma ferramenta de otimização dos animais que estão a campo. É uma ferramenta que a gente pode trabalhar no controle do volume alojado, na disponibilidade de pastagem. Se tenho muito pasto, não coloco no confinamento. Se diminui a pastagem, eu utilizo o confinamento para terminação. Então para nós está sendo muito produtivo em função disso: dentro do nosso alojamento dos nossos animais e do nosso plantel, e do rendimento que eu consigo fazer na recria aqui a pasto, eu posso determinar o fluxo e também fazer as previsões financeiras dos abates desses animais. Hoje a gente trabalha com um volume até expressivo pela área que a gente tem na fazenda e está extremamente satisfeito com o rendimento de peso e de carcaça que a gente vem obtendo nos animais que estão sendo terminados”, afirmou o pecuarista Evandro Martimiano, da Fazenda Seis Amigos, em Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso.

Martimiano tem utilizado a opção de engorda terceirizada, em que envia animais para a terminação no boitel da JBS Confinamentos localizado no próprio município de Lucas do Rio Verde. A unidade, de olho nestas novas funções do confinamento, manterá suas atividades ao longo de todo o ano, inclusive incentivando a engorda do “boi das águas” com premiações e condições especiais aos pecuaristas.

No Projeto Boi das Águas, o boitel permanece ativo em meio à safra e, para estimular o produtor a utilizá-lo como ferramenta para a engorda, oferece premiação de R$ 2,00 por arroba para boi Europa, R$ 2,00 por arroba como bônus exclusivo do “boi das águas” e mais R$ 40,00 por cabeça de ajuda com frete até a unidade de confinamento. Com isto, um boi de 20 arrobas, por exemplo, recebe bônus de R$ 120,00. Em Lucas do Rio Verde-MT, o bônus será mantido até o final do mês de junho.

Quem também é premiado pela intensificação da engorda é o consumidor. “Os animais têm uma padronização no gancho, que é importante para os mercados que a gente quer acessar, para o consumidor para quem a gente quer entregar este produto. Falar de padronização é a garantia de o consumidor ir até a gôndola e encontrar realmente o produto daquele jeito, do mesmo formato, com o mesmo acabamento de gordura, com a mesma coloração. Isso é muito importante para o negócio e é o que a gente encontra nos animais abatidos no confinamento. […] É um aproveitamento total da carcaça levada ao seu máximo de desempenho”, ressaltou Thiago Bessa, gerente de originação da unidade da JBS em Diamantino, onde são abatidos os animais engordados no boitel em Lucas do Rio Verde.

Além da unidade mato-grossense, a JBS Confinamentos conta com boitéis em Terenos, no Mato Grosso do Sul, e Guaiçara e Castilho, em São Paulo.

Fonte: Giro do Boi


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