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11/07/2012
CNA propõe criação do Conselho de Preços do Boi


Dirigentes das federações estaduais de agricultura e de entidades de criadores discutiram nesta terça, dia 10, em Brasília a possibilidade de criação de um "Conselho de Preços do Boi (Consebov)". O conselho reuniria representantes dos criadores, do comércio, da indústria e da academia, para debater preços e regras transparentes na cadeia produtiva.

Segundo nota divulgada pela Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a queda nos preços pagos ao produtor pela carne bovina e a crescente concentração da indústria da carne indicam a necessidade de um conselho, a exemplo dos existentes para o mercados de cana-de-açúcar (Consecana) e do leite (Conseleite).

Antenor Nogueira, presidente do Fórum Nacional Permanente da Pecuária de Corte da CNA, argumenta que o setor precisa criar regras que proporcionem maior transparência à cadeia, para que se torne mais homogênea. Ele explica que as regras seriam criadas no âmbito do novo Consebov, "que daria condições ao produtor de debater preço e tudo o mais que se relacione à atividade, da fazenda ao varejo".

Na opinião de Eduardo Riedel, vice-presidente da CNA e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso do Sul (Famasul), o conselho contribuiria para um maior conhecimento sobre os diversos elos da cadeia.

— Faltam relacionamento e confiança entre o produtor e o frigorífico — diz.

José Mário Schreiner, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG), argumenta que a CNA deverá capitanear o debate, a partir da definição de linhas de trabalho e dos pontos a serem estudados, como a concentração da indústria da carne. Ele informa que, nos Estados Unidos, o índice de concentração do segmento saltou de 72%, em 1992, para 95%, em 2009. No Brasil, os três maiores frigoríficos em atividade detêm cerca de 90% dos abates, conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP).

Outros assuntos citados na reunião e que devem ser aprofundados se referem a criação de um sistema de normatização, tipificação e classificação de carcaças; criação de um seguro antiquebra para os frigoríficos e de um modelo de pesagem dos animais; além de um fundo de marketing para divulgar a carne bovina.

FONTE: Ruralbr


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